
Onde estou?
Finjo que não vejo,
Finjo que não vou,
Finjo que não quero,
E me desespero quando finjo não ligar.
Finjo não lamentar,
Finjo não olhar,
Finjo não acreditar,
Finjo não entender,
Finjo não ouvir,
Finjo não me preocupar.
Finjo não demonstrar insegurança,
Mas para onde foi à confiança minha criança,
Dona de seu próprio nariz,
Que às vezes infeliz,
Vagueando na estrada,
Sem saber se vai,
Ou se fica,
E ninguém acredita,
Mas fingem acreditar.
Finjo que não sinto doer,
Quando você
Fere-me,
Maltrata-me,
Arranha-me.
Finjo que você não me faz chorar,
Finjo que não ligo,
Quando na verdade queria ligar,
Finjo que quero ir,
Quando na verdade queria ficar.
Finjo que vai tudo bem,
Finjo até que não tenho muitos compromissos,
Finjo que você e ninguém
Tem nada a ver com isso.
Finjo até que não sou humano,
Sem coração, irracional, carnívoro, medonho.
E todo esse fingimento,
Finge ser para sempre em meu sonho,
Um sentimento fingido que apronta,
Fazendo-me sofrer um sofrimento além da conta.
Diga-me, se às vezes nesse mundo não vivemos
Um tremendo faz de contas?
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